
RIO AMANA


Por: Vilma de Jesus Serra Kohne
Acadêmica da Academia de Letras de Maués-ALMA
Acadêmica da Academia de Letras de Maués-ALMA
Rio Amana, do tupi, água de chuva,
Rio da minha infância,
Águas escuras, traços da beleza da Graúna,
Espumas navegantes nas correntezas,
Um espetáculo do ballet da natureza.
Rio profundo, no primeiro penetrar [...]
Águas gélidas que te desafiam a não nadar,
Muitas cachoeiras no desenhar de tuas curvas,
A do São Pedro com várias quedas,
Onde árvores nativas se fortalecem entre tuas pedras,
Por isso, "Pedro és pedra", és forte, és resoluto [...]
Com meu irmão Valdemir, em ti naveguei
Numa peripécia arriscada,
Só quem é manso navega entre tuas águas,
Há riquezas no manto de tuas correntezas,
O ouro da fornalha do tempo
Forjado na explosão da natureza.
A Cachoeira do Amana, a maior queda d'água
Um majestoso paredão de pedra, forte e imponente,
Que a “Duro na Queda”, há décadas atrás,
Sobreviveu a fúria e a altura de tua turbulenta queda,
Algo histórico para rememorar [...]
Em sua frente, uma pequena Ilha de pedras de múltiplas cores,
Inúmeras e fantásticas
Habitavam a Ilha de pedras pintadas da minha infância,
Um arco-íris na terra [...]
Com muitas pedras sabão
De suas espumas milenares,
Entre elas, escondidas pequenas pepitas amarelas,
Eu só queria brincar nesse paraíso,
De beleza singular.
Um dia, no alto da Cachoeira do Amana,
Que tem mais de 20m de altura,
Eu queria nadar, sem prevê o perigo
Que a correnteza iria me levar,
Minha mãe desesperada
Foi correndo me salvar,
Pois na emboscada da queda
Eu estava perto de adentrar,
Ela me salvou, do redemoinho
Que por mais um pouco
Não daria para escapar.
Acadêmica: Vilma de Jesus Serra Kohne
Cadeira n. 34
Patrona: Jandira Peixoto Mc Comb
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