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Visita histórica de Juscelino Kubitschek ao Alto Rio Negro marca aproximação com a Amazônia nos anos 1950
Postado em: 21/02/2026 às 10:21
Foto: Divulgação
Alto Rio Negro (AM), 1957 — Em meio ao projeto nacional-desenvolvimentista que marcou seu governo, o presidente Juscelino Kubitschek realizou, em 1957, uma visita considerada histórica à região do Alto Rio Negro, no Amazonas. O roteiro incluiu o município de Santa Isabel do Rio Negro, onde o chefe do Executivo foi recebido por lideranças religiosas e comunitárias.
Convidado por Dom Pedro Massa, representante da Ordem Salesiana na região, JK percorreu trechos do rio em um contexto pouco convencional. Durante o período de vazante, e sem o tradicional aparato de segurança que acompanha viagens presidenciais, o presidente deslocou-se de canoa ao lado do religioso, gesto interpretado à época como sinal de simplicidade e proximidade com a realidade amazônica.
Missões religiosas e educação
Naquele período, missionários salesianos desenvolviam ações estruturantes no Alto Rio Negro, com foco na construção de igrejas e na implantação de projetos educacionais. As iniciativas alcançavam comunidades como São Gabriel da Cachoeira, Taracuá e Santa Isabel do Rio Negro, ampliando o acesso à educação e à organização comunitária em áreas de difícil acesso.
A presença presidencial, em meio aos esforços missionários, foi vista como reconhecimento da importância das parcerias locais para a promoção do desenvolvimento social na Amazônia. A visita também reforçou o diálogo entre o governo federal e instituições religiosas que atuavam na linha de frente da assistência educacional e social.
Contexto político
O episódio ocorreu durante um dos momentos mais emblemáticos do governo JK, marcado pelo Plano de Metas e pela interiorização do desenvolvimento nacional. Embora Brasília simbolizasse o avanço rumo ao Centro-Oeste, a passagem pelo Alto Rio Negro evidenciava a tentativa de ampliar a atenção do Estado às regiões mais remotas do país.
Para moradores e lideranças locais, a visita permanece como um marco político e simbólico, representando um raro momento de contato direto entre a Presidência da República e comunidades ribeirinhas do extremo norte brasileiro.
A memória da passagem de Juscelino Kubitschek pelo Alto Rio Negro segue viva na história regional, como registro de um período em que Estado e missões religiosas convergiram em torno da ampliação da educação e da presença institucional na Amazônia.
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